quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

MORTE PREMATURA DE DR. DÉCIO ROCHA


Nesta manhã de quinta feira, 14 de fevereiro de 2013, faleceu  Dr. Décio Rocha, vítima de um infarto agudo, aos 47 anos de idade. Combateu o bom combate.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ESTRADA ALTO PARNAÍBA À LIZARDA SERÁ RECUPERADA

O primeiro trecho da antiga estrada do sal, a BR-235, que liga Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, à Lizarda, no Tocantins, começará a ser recuperada, ou reconstruída, a partir desta semana,  conforme parceria firmada pela Prefeitura de Alto Parnaíba e pelos grandes produtores de soja da serra da Bacaba.

O Prefeito Itamar Vieira se encontrou com os agricultores no início da noite da segunda-feira de carnaval no salão da Loja Maçônica Harmonia e Trabalho, onde a parceria foi discutida e acordada, cujos gastos terão a participação da iniciativa privada. O primeiro trecho é o que liga a cidade à serra da Bacaba.

Também na sexta-feira esteve em Alto Parnaíba o prefeito de Lizarda, Vilmar Pugas, que manteve demorado encontro com o colega alto-parnabano, cujo ponto central foi a união das duas prefeituras vizinhas na imediata reconstrução de toda a estrada, já que, mesmo com mais de 70 milhões de reais garantidos por emendas parlamentares nos últimos orçamentos da união, o início  da construção e pavimentação da rodovia, como extensão do trecho da BR-235 que está sendo construída entre Glbués e Santa Filomena/PI, ainda não foi anunciado.

Itamar, que é agricultor, reafirmou seu compromisso com a recuperação e reconstrução das estradas municipais, todas em situação precária. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CLUBE VITÓRIA - O ANTIGO CARNAVAL DE ALTO PARNAÍBA

Hoje aposentado e recolhido a uma chácara, onde vive apenas com a mulher, Maria Zeile do Amaral Brito, e dois netinhos, Ivan Brito, com problemas cardíacos e diabetes, está completamente diferente daquele carnavalesco nato, proprietário e administrador da mais completa organização de bar, clube, sorveteria, cinema e teatro que Alto Parnaíba teve em sua história. E isso quando não tínhamos luz elétrica.

Localizado estrategicamente em frente ao rio Parnaíba, na esquina da hoje avenida Rio Parnaíba com o largo Poeta Luiz Amaral, o clube Vitória simboliza, mesmo desativado, o carnaval do passado na mais meridional das cidades maranhenses. Ainda criança, pude testemunhar o espetáculo local, infelizmente não conservado. As festas de Momo iniciavam-se e se encerram no clube Vitória; os blocos organizados e foliões dançavam nas ruas da cidade e se encontravam no bar do Ivan. E isso desde o pai de Ivan Brito, Cândido Lustosa de Brito Filho, falecido em 1950 quando estava viajando a São Paulo.

Como eu disse no início, não tínhamos eletricidade. Ivan possuia gerador próprio. O balcão era elétrico, o sorvete de frutas naturais do lugar  feito por tia Zeile, Altina e outras pessoas da casa, era uma delícia, assim como o picolé. No bar, além da sorveteria, bebidas alcoólicas, sucos, refrigerantes e lanches, as sinucas, uma das quais enorme, que mais tarde a AABB, do Banco do Brasil, a adquiriu quando do fechamento do clube. No amplo salão de festas, o palco onde peças do teatro amador vitoriense alto-parnaibano eram encenadas; Ivan também era ator. Peças escritas e dirigidas por Luiz Amaral e outros intelectuais da terra lotavam o Theatro Victória (a grafia era essa). Na tela grande, filmes americanos dominavam as noites sertanejas da velha cidade. Ainda assiti, com meus pais, a alguns filmes e a uma apresentação de um mágico no teatro. Era mágico.

No entanto, o carnaval era a sensação. Homens vestidos de mulheres, como o próprio Ivan, fantasias diversificadas, blocos organizados - eu topo tudo, sou boa vida, o meu negócio é Alto Parnaíba. Se tem cerveja eu bebo, se tem cachaça também, eu sou um só e não ligo prá ninguém... com as músias adaptadas, a maioria marchinhas, pelos próprios foliões. Clima de paz, de harmonia e entrosamento social saudável eram as exigências do também rígido Ivan Brito na condução do carnaval, que, igual aos blocos das grandes cidades, os preparativos antecediam bastante ao próprio carnaval. Os músicos (sanfoneiros) eram da terra, como Zé Pequeno, Sadi Soares e Saló Brito. Todas as festas no clube e os blocos nas ruas eram animadíssimos. É uma pena que nosso carnaval próprio não mais exista. Chegou o momento de revitalizá-lo, a partir da criação da Secretaria Municipal de Cultura, projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores, aprovado unanimemente e já sancionado pelo Prefeito Itamar Vieira.

Foto: Ano de 1980. Ivan fantasiado começando a dançar. Atrás dele, consegui distinguir o casal Iglésia e Antonio Rocha Neto,  Célio Antonio da Silva, hoje de saudosa memória, e Neuman Alves Pires.  Arquivo de Antônio Cândido Brito, o Candim, filho caçula de Ivan.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A QUESTÃO PARQUE DAS NASCENTES DO PARNAÍBA

Hoje pela manhã, na Câmara Municipal de Alto Parnaíba/MA, foi realizada uma reunião promovida por uma empresa terceirizada - a Geoplan, com sede em Corrente/PI -, objetivando cadastrar os proprietários e moradores das áreas eventualmente abrangidas pelo Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, criado por decreto presidencial de julho de 2002.

Mesmo não sendo a seara própria, o prefeito de Alto Parnaíba, Itamar Vieira, acompanhado do secretário do meio ambiente Elias Elton Rocha, de outros secretários municipais, de quase todos os vereadores e das procuradoras do município Hozayra Holemberg Pires e Marcele Pizzato, esta também defensora pública municipal, compareceram ao evento, e fizeram questão de colocar o posicionamento do Município de Alto Parnaíba, como ente federado cujo parque abrange cerca de 300 mil hectares de terras, ou seja, a metade do próprio parque, de preocupação com a questão social, de cautela e de interesse em ter acesso a todo o procedimento referente a esse processo, tendo em vista que nos arquivos do Município inexistem documentos que possam atestar ter sido no passado o mesmo Município inteirado da criação do Parque, que suspreendeu a população, principalmente os ribeirinhos do Parnaíba e seus afluentes, cujas famílias se sucedem há mais de 150 anos em uma das regiões mais esquecidas do país, onde a República de fato nunca chegou.    

Em princípio, o Município não é contra o Parque; ao contrário, defende a preservação do Rio Parnaíba. No entanto, é preciso saber as prioridades que levaram a uma extensão tão significativa do seu território para justificar a existência da unidade federal. Se no decreto expedido pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso, consta o memorial descrito do território abrangido, quais as razões de uma nova demarcação? Outra indagação: límitrofe do município de Alto Parnaíba em quase a extensão do Rio Parnaíba enquanto banha os dois municípios, por que Santa Filomena não foi contemplado com um único are de seu território? Então, não seria Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, mas Parque Nacional do Município de Alto Parnaiba. É fato.

No mais, se desalojadas de imediato as centenas de famílias, cujas moradas em povoados e fazendas passaram ao domínio da União, como a Prefeitura, de poucos recursos e em estado de emergência, irá equacionar a migração de toda essa gente para a zona urbana? Será que o governo federal vai pagar em dinheiro vivo, à vista,  respeitado o valor da terra no mercado local, o preço justo pela desapropriação de terras, benfeitorias, tempo de ocupação dos posseiros, etc? Ou será que o pagamento será para futuro indefinido com o "pagamento" através de títulos da dívida agrária, aqueles mesmo que no Império e na República Velha foram emitidos e jamais resgatados? O Parque tornou-se uma questão para Alto Parnaiba.

Volto a repetir: pessoalmente sou pela preservação e conservação do Rio Parnaíba e seus afluentes, assim como o é o Município de Alto Parnaíba, conforme se manifestou pubicamente o prefeito Itamar Vieira. No entanto, é preciso que o Município, a sociedade, as entidades civis e a própria comunidade atingida diretamente pelo Parque se unam e o diálogo com os órgãos competentes para que se inicie de fato um debate amplo e público, que não ocorreu antes e nem nos dez anos após a criação oficial da unidade. É a realidade.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A MORTE DE SANTO CABOCLO

Morreu na madrugada de hoje, em Alto Parnaíba, Agostinho Ferreira, conhecido apenas como Santo Caboclo, aos 95 anos de idade, em sua residência no bairro Santa Cruz.

O quase sertanejo alto-parnaibano foi vaqueiro, rurícola, fiscal da Prefeitura Municipal no último mandato de meu pai, Antonio Rocha Filho, entre 1983 e 1988, e sempre conduziu sua vida e sua família dentro dos padrões tradicionais dos sertanejos, com respeito, fé e amor ao trabalho.

Santo  Caboclo era viúvo de dona Hosana Tranqueira Alves e dentre inúmeros filhos Zilneide Alves Rocha, uma filha dedicada e extremamente devotada aos pais, viúva que é do meu primo Ben-Hur Rocha Filho, ex-funcionário do Banco do Brasil falecido em julho de 2001 quando trabalhava na agência de Tasso Fragoso/MA, além de netos e bisnetos.

Amigo de meu pai, da geração de 17 - que está acabando -, Santo Caboclo era de boa prosa e de muitos causos, além de boêmio, que teve que deixar em face de um derrame cerebral. Ficou lúcido até o fim.  Que o Deus o acolha e proteja no seu lar. À família os nossos sentimentos.

O Prefeito Itamar Vieira, que se encontra no interior do município, demonstrou profundo pesar pelo falecimento do amigo e do antigo e eficiente servidor público municipal, determinando a expedição de nota de pesar à família enlutada. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PREFEITO SOLICITA POSTO DOS BOMBEIROS PARA ALTO PARNAÍBA

Após contatos da procuradora municipal Marcele Pizzatto com o comando do Corpo de Bombeiros em Balsas, o prefeito Itamar Vieira decidiu, por ofício enviado na semana passada, solicitar à governadora Roseana Sarney a instalação de um posto de bombeiros na cidade de Alto Parnaíba, a 1.080 km de São Luís e a 246 km da cidade polo regional de Balsas.

Além da questão geográfica e da comprovação pela polícia da necessidade de fiscalização de clubes, bares e estabelecimentos similares pelos bombeiros na mais distante cidade maranhense com relação à capital do estado, a tragédia de Santa Maria, que abalou o mundo, e a preocupação do investigador da Polícia Civil, José Joaquim Sousa Soares com a situação local, bem antes desse lamentável acontecimento, fundamentaram o pleito mais do que justo do prefeito de Alto Parnaíba.

A simples emissão do alvará pela Prefeitura e pela vigilância sanitária, aliados à autorização de festas pela polícia, não exime o laudo dos bombeiros. Uma fiscalização complementa a outra, cada instituição cumprindo com seu munus, ou seja, dentro de suas atribuições. A perícia técnica sobre a situação de cada clube ou bar depende dos bombeiros, e pedir socorro aos de Balsas, em caso de necessidade, seria pura perda de tempo. A responsabilidade é do estado, que realizou recentemente concurso público, possuindo quadro suficiente para atender à demanda legítima de Itamar Vieira, que, por sua vez, aguarda ansioso, até mesmo pela proximidade do carnaval, uma resposta de Roseana.  

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A TRADICIONAL LAMPARINA

Cresci e jamais a lembrança falhou com relação ao dia 02 de fevereiro. Na Alto Parnaíba dos anos 1970, ainda sem luz elétrica - a iluminação era a motor a diesel, que às 9 e meia da noite era desligado - e mesmo no início da "modernidade" da eletricidade, era dia de colocar, quando caía a escuridão, as lamparinas na entrada e nas janelas de fora das casas. Era o dia do aniversário de dona Gentileza Brito Bastos, vizinha dos meus pais desde o casamento destes na velha rua Urbano Santos, hoje com o nome que homenageia meu pai, Antonio Rocha Filho. Dona Gentileza não nasceu por coincidência nesse dia ou o simbolismo a trouxe ao mundo como uma pessoa que gostava de dançar, de festas, de sorrir, sempre otismista batalhando diuturnamente para criar os filhos sem esmorecer, iluminada.

Fazendo uma rápida pesquisa e como tudo é simbólico quando se trata de crenças e religiões, Nossa Senhora das Candeias assim como a da Candelária, da Luz, da Purificação e da Apresentação são títulos simbólicos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria. Segundo ainda a pesquisa, a invocação de Nossa Senhora das Candeias ou da Purificação remonta aos princípios do cristianismo, tendo Maria, levando consigo o filho Jesus Cristo, cumprindo a Lei de Moisés, após quarenta dias do parto quando ainda a mulher era considerada impura, apresentou-se ao Templo, tornando-se uma procissão com as pessoas conduzindo velas acessas e fazendo o mesmo caminho de Nossa Senhora.

Mas, voltemos à lamparina. Agora no último 02 de fevereiro, já acordei lembrando que era dia de Nossa Senhora das Candeias e do aniversário de dona Gentileza, hoje falecida. Somente mais tarde, conversando com a professora e ex-presidente da Câmara Municipal Maristela Mascarenhas de Araújo, também aniversariante do dia, voltei a me preocupar em ir à casa de meus pais colocar as lamparinas nas janelas e na porta de entrada, logo ao escurecer. Me fizeram cair na real ao receber a informação de que não existem mais as lamparinas artesanais, aquelas descritas por Aurélio Buarque de Holanda ao conceituar candeia: "pequeno aparelho de iluminação, que se suspende por um prego, com recipiente de flolhas-de-flandres...". A nossa lamparina original era móvel e colocada em qualquer canto ou em cima de móveis. Nem mais os descendentes de Domingos Cajazeiras tinham disponíveis naquele dia especial a lamparina. Na casa de meus pais, acredito que assim como nas das demais, a energia elétrica e outras inovações foram fazendo desparecer gradativamente esses instrumentos e objetos tradicionais, artesanais, puros. O grande feitor de lamparinas da época era o saudoso João Sobreira Lima, de Santa Filomena, um "metalúrgico" nato, a quem meu pai contratava para os reparos e preparos de novas lamparinas.  A lampirana a querosene ainda existe, pude constatar após mandar vasculhar o comércio local, mas não é igual àquelas do passado. Seria saudosismo? Com certeza.

Prometi a mim mesmo que darei um jeito de obter uma lamparina ou candeia tal como antigamente, talvez em alguma casa do interior do município onde ainda não chegou luz elétrica ou eventualmente falta velas na despensa. Mas, no próximo dia de Nossa Senhora das Candeias ou das Lamparinas, do aniversário de dona Gentileza, da Maristela, do Alan Vieira, do Jonísio Moreira, da Deusilene Reis e de tantos outros, pelo menos em frente à casa de minha família, se assim a Virgem Maria permitir, as lamparinas estarão acessas ao escurecer de 02 de fevereiro. Neste 2013, acendi uma que comprei em uma loja, mas a aparência é totalmente diferente das antigas. Eu quero é a velha lamparina.     

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